Desespero de Mauricio

Domingo e como todos os domingos Mauricio que sempre foi um bom rapaz se juntava com os amigos para o jogo de futebol. Mas esse dia era diferente pois seria a final do torneio mais importante da cidade.

Cidade essa que por sinal, sempre foi muito pequena, afastada das cidades maiores, não havia ali nenhuma indústria, todos viviam da roça, da agricultura. Nesse dia especial Maurício resolveu levar seu pai para assistir o jogo, todo entusiasmado ligou para o pai e disse:

_ Se prepare ai viu pai, hoje é a final do torneio da cidade, vou ai pegar o Senhor e quero que o Senhor, assista nossa vitória, fique pronto, daqui 15 minutos estarei ai.

Foram então para o jogo e realmente o time de Mauricio foi o campeão, ao termino do jogo todos ainda em momentos de muita felicidade, ali comemorando aquela vitória.

Em um determinado momento o pai do Mauricio chamou ele e disse:

_Filho não estou bem, vamos embora. Vamos logo, não estou bem.

Um amigo foi logo buscar um pouco de água, ele já era uma Senhor de idade, então a preocupação foi tomando conta de todos, em questão de minutos ele desmaiou e Mauricio entrou em pânico total.

Pegou seu pai no colo e partiu em desespero para o único posto de saúde da cidade, no caminho muitas coisas vieram na sua cabeça, mas a principal foi a recordação do dia que perdeu sua mãe, cerca de dois anos atrás, ele não queria de forma alguma ficar sem o pai.

No posto de saúde logo que foi entrando um médico e uma enfermeira já vieram ao encontro deles, levaram o pai do Mauricio para uma sala e depois de alguns minutos o médico voltou e disse:

_Seu pai está bem melhor, porem preciso deixar ele de observação por 2 horas, nessas duas horas vou monitorar a recuperação dele e logo depois, se correr tudo bem eu o libero.

Mauricio entendeu mas ainda não ficou tranquilo, e na sua cabeça a todo tempo pensava, porque o médico não liberou meu pai? Será que ele realmente está bem? Esse médico está me enganando?

Em meio aos pensamentos de Mauricio o telefone do atendimento toca, a próprio enfermeira foi atender, pois na área da saúde da cidade, só existia ela e o médico.

No telefone uma mãe no desespero pedindo ajuda, pois o filho dela acabara de se engasgar comendo uma fruta. A enfermeira correu chamar o médico que estava lá no fundo com o pai do Mauricio, o médico pego uma maleta de primeiro socorros e foi saindo, mas inusitadamente foi barrado por Mauricio.

O Senhor não pode sair daqui não, meu pai precisa do senhor, ele já é de idade não pode ficar sozinho, mande a enfermeira e o Senhor fique aqui com meu pai.

Mauricio era forte e alto, o médico não iria conseguir passar por ele, então voltou e tentou sair pelos fundos, mas Mauricio foi mais rápido e o impediu novamente, dessa vez com mais agressividade.

O telefone do atendimento tocou novamente e a Mãe em um ato de desespero falou para enfermeira, se a Senhora não mandar o médico e meu filho vai morrer eu também vou tirar minha vida, pois meu filho é tudo para mim. A enfermeira explicou o desespero daquela mãe mas Mauricio só se importava com seu pai e não deixou que o médico saísse.

O telefone do pronto atendimento não mais tocou e depois de duas horas o médico liberou o pai do jovem Mauricio. Foram então para casa e cismado não quis deixar que seu pai dormisse sozinho, achou por melhor leva-lo para dormir na sua casa.

Quando virou o carro, chegando na sua rua, logo na esquina percebeu uma movimentação muito estranha, muitas pessoas ali aglomeradas e na medida que foi adentrando a rua, viu que de longe dois caixões estavam saindo de dentro da sua própria casa.

Autor: Éderson Domingues

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